Mantega, o italianinho
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O governo conseguiu uma proeza ao lançar as medidas de estímulo ao crédito e ao consumo. Democrático, o pacote foi de A a Z. Despertou o otimismo do mercado financeiro e das massas. Não, não se engane. A sociedade brasileira, em massa, ainda não teve tempo de sair às compras de Natal com mais entusiasmo ou menos preocupação. As massas instantaneamente beneficiadas são as outras – espaghetti, fettuccine, macarrão.Ontem, o pacote de medidas do governo colocou lado a lado a Anbima e a Abima, a primeira representa as entidades dos mercados financeiro e de capitais e a segunda, a indústria de massas alimentícias. Para a Anbima, a redução para zero do IOF para estrangeiros na compra de títulos de renda fixa privados de longo prazo deve trazer pelo menos R$ 5 bilhões por ano em investimentos para o país. Isso é bom.
Para a Abima, a redução a zero do PIS e Cofins para massas alimentícias levará a uma redução de até 6% no preço do macarrão para o consumidor final, que sentirá este impacto no início do próximo ano. Isso é tão bom que levou a uma oportuna descontração durante o pronunciamento do ministro da Fazenda.
Em meio à desoneração disso e daquilo, o ministro avisou que o governo está cortando o PIS/Cofins das massas, de 9,25% para zero. “É das massas. Não é pão!”, alertou Mantega. “É das massas. Aquele espagueti, fetuchini, macarrão. Massas.”
Lembrando dos segmentos beneficiados pelas medidas anunciadas e incentivado por seu colega de Esplanada, o ministro Fernando Pimentel, Mantega recomendou: “Você compra o fogão e cozinha a massa dentro do apartamento construído com a redução do RET (Regime Especial de Tributação da Construção Civil).”
Guido Mantega é italiano – de Gênova.
Fonte: Valor – Postado por Angela Bittencourt
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