Governo reduz previsão de crescimento de 2011 para 3,8%

  • O governo reduziu de 4,5% para 3,8% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano por conta da deterioração do cenário externo, de acordo com o relatório de avaliação de receitas e despesas do 5o bimestre deste ano divulgado nesta sexta-feira.

    No documento, o governo também elevou a previsão de inflação deste ano de 5,8% para 6,4% pelo IPCA, praticamento no teto da meta do governo, de 6,5%.

    “Alteração dos parâmetros reflete a atualização das projeções dos índices de preço, com a ampliação da projeção do IPCA para 6,4%, e a deterioração do cenário externo, que tem repercussões tanto sobre a taxa de crescimento real do PIB, reduzida para 3,8%”, informou o governo no documento, assinado pelo Ministério do Planejamento e pelo Tesouro Nacional.

    O Banco Central (BC) já havia diminuído a previsão de crescimento do PIB deste ano para 3,5%. No terceiro trimestre, mostrou nesta quinta-feira o indicador de atividade do próprio BC, a economia encolheu 0,32 por cento sobre o trimestre imediatamente anterior.

    O governo cita agora as dificuldades na Europa e nos Estados Unidos que tiveram repercussões internas. “Os problemas na zona do Euro e a ausência de sinais de recuperação da economia norte- americana repercutem numa possível desaceleração interna do crescimento e no câmbio, cenário que levou o Banco Central a reduzir a taxa de juros básica da economia (Selic)”, traz o texto.

    A previsão é que o câmbio feche o ano em R$ 1,67, contra R$ 1,61 na avaliação bimestral anterior.

    O governo também decidiu ampliar em R$ 12,2 bilhões os limites de empenho da peça orçamentária deste ano.

    A redução da previsão do PIB e ampliação do limite empenhado no Orçamento ocorre um dia depois de a agência de classificação de risco Standard & Poors elevar o rating do país baseado no compromisso fiscal do governo.

    No início do ano, o governo informou que se comprometeria a cortar R$ 50 bilhões do Orçamento deste ano.

     

    fonte: Uol-economia


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