EUA podem barrar suco de laranja brasileiro

  • A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), comandada pelo presidente Christian Lohbauer, negocia com os clientes e o governo norte-americano para evitar refugos de cargas ou embargos da bebida, informou uma fonte à Agência Estado.

    Os EUA compram 15% de todo o suco brasileiro, maior produtor mundial da bebida, ou cerca de U$ 300 milhões dos US$ 2 bilhões vendidos no exterior pelo País. Uma possível suspensão do comércio fez com que os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado disparassem na Bolsa de Nova York.

    Segundo a fonte, a descoberta de traços do fungicida, comumente utilizado no Brasil para o controle da pinta preta e da estrelinha, foi feita pela Coca-Cola. No mercado norte-americano, a multinacional é uma grande engarrafadora do suco. Apesar de proibido para o cultivo de citros, o fungicida tem autorização para ser utilizado em maçãs nos Estados Unidos. Já na Europa, o uso do produto é liberado.

    Veto. Lohbauer admitiu que os EUA podem vetar a entrada de suco de laranja do Brasil com traços do fungicida carbendazim.

    Ele afirmou que os EUA sempre importaram a bebida com o carbendazim, inclusive após 2009, e eram informados desse fato. Naquele ano, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) cessou a autorização para o uso do defensivo em citros.

    “Indústria irresponsável”. O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, afirmou que a indústria de suco de laranja foi “irresponsável” ao não informar os produtores sobre a proibição. “Se essa proibição ocorre desde 2009, é muita irresponsabilidade não haver um alerta ao produtor para que uma solução fosse discutida”, disse.

    O Ministério da Agricultura não vai se pronunciar a respeito da informação de que os EUA aumentarão o número de testes que detectam o fungicida.



    Fonte:  O Estado de S. Paulo


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