Atividade industrial gaúcha volta a cair

  • A indústria gaúcha iniciou o último trimestre de 2011 em queda. Depois de uma elevação de 1,8% em setembro, o Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS) voltou a cair (-1%) em outubro, na comparação com o mês anterior, sem os efeitos sazonais. Portanto, o resultado mantém a trajetória oscilante e o ritmo lento da atividade no ano, sustentando a tendência de estagnação no setor, que já alcança 19 meses. “A indústria segue inserida em uma conjuntura econômica pouco favorável devido aos efeitos combinados da crise mundial, do crédito restritivo e do acúmulo de estoques, que adiam a retomada da produção”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nessa segunda-feira (5), destacando que não é esperada uma mudança significativa neste cenário no curto prazo.

    Em outubro, dos seis indicadores pesquisados, apenas o emprego ficou positivo, com um crescimento tímido de 0,3%, em relação a setembro. Nessa base de comparação, a desaceleração da atividade industrial refletiu a retração das Compras de Matérias-Primas (-4,3%), do Faturamento (-2,2%), da Utilização da Capacidade Instalada (-0,6%), das Horas Trabalhadas na Produção (-0,2%) e da Massa Salarial (-0,1%).

    No acumulado do ano, o desempenho industrial apresentou um modesto avanço de 0,8%, ante os 10 primeiros meses de 2010. Os piores índices setoriais vieram de Tabaco (-9,4%), Máquinas e Material Elétrico (-9%) e Têxteis (-6,3%). As maiores expansões foram verificadas em Material Eletrônico e de Comunicação (20,5%), Veículos Automotores (12,5%) e Químicos e Refino de Petróleo e Álcool (2,5%). A maioria dos componentes do IDI-RS associados mais diretamente à produção influenciou o cenário desfavorável, uma vez que o Faturamento (-0,5%), as Compras Industriais (-2,3%) e a Utilização da Capacidade Instalada (-0,2%) registraram quedas no período. As variáveis ligadas ao mercado de trabalho obtiveram os melhores resultados, mas já exibem sinais de desaquecimento. A Massa Salarial aumentou 4,9% e o Emprego Industrial, 1,8%.

     

    fonte: Fiergs


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